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Pintor fica pendurado a 30 metros e mobiliza operação dramática em prédio de Caxias do Sul.

person Gabriele Fiel
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Em Caxias do Sul (RS), na Serra Gaúcha, um pintor viveu momentos de tensão ao ficar preso a aproximadamente 30 metros de altura durante um serviço em um prédio na região da Avenida Itália. O incidente ocorreu no fim da tarde de quarta-feira (22) e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar, além de chamar a atenção de moradores e motoristas que passavam pelo local.

Segundo informações do 5º Batalhão de Bombeiro Militar, o trabalhador utilizava uma cadeirinha suspensa, equipamento comum em serviços de pintura em fachadas, quando ocorreu uma falha mecânica. O dispositivo travou durante o uso, impedindo qualquer movimentação, tanto para subir quanto para descer, deixando o profissional suspenso no alto do edifício.

Diante do risco potencial, duas equipes de resgate foram mobilizadas imediatamente. Uma delas acessou o topo do prédio, enquanto a outra utilizou uma escada Magirus, equipamento de grande alcance que pode atingir até 42 metros de altura. A estratégia envolveu garantir a segurança do pintor com sistemas extras de ancoragem, permitindo que ele fosse conduzido com segurança até um ponto de retirada.

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A operação exigiu precisão técnica e coordenação, pois qualquer erro poderia resultar em queda ou lesão grave. Apesar da tensão, o resgate foi concluído com sucesso e sem ferimentos. Após ser retirado do local, o trabalhador recebeu avaliação médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não apresentou lesões.

O próprio pintor relatou que utilizava os equipamentos de proteção obrigatórios no momento do incidente, incluindo cinto e sistema de ancoragem. Segundo ele, o problema ocorreu exclusivamente no mecanismo da cadeirinha, que travou inesperadamente durante o trabalho. A presença dos dispositivos de segurança foi considerada essencial para evitar um acidente mais grave.

Além do resgate, a ocorrência também impactou a mobilidade urbana. Trechos da Avenida Itália e ruas próximas precisaram ser temporariamente bloqueados para permitir a atuação das equipes de emergência e garantir a segurança das pessoas ao redor.

Casos como esse evidenciam os riscos envolvidos em trabalhos em altura, atividade comum em condomínios residenciais e comerciais. Normas técnicas e legislação brasileira determinam o uso de equipamentos certificados, inspeções periódicas e treinamento específico para trabalhadores que atuam nessas condições. Mesmo assim, falhas mecânicas podem ocorrer, especialmente quando não há manutenção adequada ou substituição preventiva de peças.

Para síndicos e administradores de condomínios, o episódio reforça a importância da contratação de empresas especializadas e da exigência de documentação que comprove a regularidade dos equipamentos e treinamentos das equipes. A fiscalização preventiva é considerada uma das principais formas de reduzir acidentes e garantir a segurança de trabalhadores e moradores.

Especialistas também alertam que serviços em altura devem seguir rigorosamente a Norma Regulamentadora NR-35, que estabelece diretrizes para planejamento, execução e supervisão dessas atividades. Entre as exigências estão análise prévia de risco, inspeção dos equipamentos e acompanhamento por profissionais qualificados.

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Embora o desfecho tenha sido positivo, o caso serve como alerta para todo o setor condominial, especialmente em períodos de manutenção predial e pintura externa, quando a utilização desse tipo de equipamento é mais frequente.

 

Fonte:GZH

Foto de Gabriele Fiel
Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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