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Onda de acidentes com elevadores em condomínios assusta o Brasil em 2026,

person Gabriele Fiel
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O início de 2026 ficou marcado por uma série de acidentes envolvendo elevadores em condomínios e edifícios comerciais em diferentes regiões do Brasil. Em apenas três meses, ao menos quatro ocorrências graves foram
registradas, incluindo uma morte confirmada, acendendo o alerta para a negligência na manutenção preventiva de equipamentos que transportam diariamente milhões de pessoas em todo o país. 

O caso mais trágico ocorreu em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2026. O entregador de aplicativo Júnior Barreto Cruz, de 45 anos, morreu após cair em um poço de elevador em um edifício no centro da cidade. O laudo pericial do equipamento ainda estava sendo concluído até o fechamento desta edição, segundo informações disponíveis no portal Meu Condomínio.

Em fevereiro, foi a vez do Distrito Federal. Na cidade de Samambaia, oito pessoas viveram momentos de pânico quando o elevador de um condomínio despencou do terceiro andar até o primeiro subsolo, uma queda equivalente a quase cinco andares. Duas pessoas ficaram feridas: uma mulher sofreu trauma moderado nas pernas e foi hospitalizada em estado estável; um homem bateu a cabeça mas recusou atendimento no local. O incidente foi registrado em vídeo por câmeras de segurança e ganhou repercussão nacional.

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Em março, o Recife foi palco de mais um episódio grave. Um elevador em um edifício comercial no bairro de Boa Viagem, na zona sul da cidade, caiu cerca de onze andares, deixando feridas uma idosa e uma mulher grávida que estavam no interior da cabine. As vítimas receberam atendimento médico e o elevador foi interditado para perícia. O caso reacendeu o debate sobre a fiscalização de equipamentos em edifícios comerciais, onde a responsabilidade pela manutenção muitas vezes é compartilhada entre proprietários e administradores do imóvel.

Também em março, no estado do Acre, a Justiça condenou uma construtora a indenizar uma mulher que caiu de um elevador em um condomínio em Rio Branco. O equipamento despencou aproximadamente quatro metros da entrada até o subsolo, com quatro pessoas a bordo. A Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve a condenação por danos morais, estabelecendo que a responsabilidade pelo acidente era da construtora.

Os números gerais do setor são preocupantes. Segundo dados da Universidade Condominial, a cada dez dias uma pessoa morre em acidentes com elevadores no Brasil. O país possui mais de 650 mil elevadores em operação, a maioria em edifícios residenciais, e a manutenção inadequada, a falta de laudo periódico e o adiamento de reparos emergenciais são os principais fatores por trás dos acidentes.

A responsabilidade legal recai diretamente sobre o síndico. O Código Civil e a legislação específica de cada estado determinam que o síndico tem o dever de zelar pela manutenção, conservação e segurança dos equipamentos comuns, incluindo os elevadores. A negligência pode gerar ações de indenização por danos morais e materiais contra o condomínio, além de responsabilização penal do síndico nos casos mais graves. Síndicos devem exigir contratos de manutenção com empresa credenciada, laudos anuais obrigatórios e registro de todas as ocorrências, por menores que sejam.

 

Fonte Original: Francesinews, Condomínio Interativo, Diário de Pernambuco, TJAC

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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