Fiação subterrânea em bairro planejado de SC pode valorizar imóveis em mais de 30%.
Um bairro planejado em Tijucas, cidade do litoral catarinense estrategicamente posicionada entre algumas das regiões com o metro quadrado mais valorizado do Brasil, está adotando um conjunto de soluções de infraestrutura que promete impactar diretamente o valor dos imóveis. O Rioparque, empreendimento da Novo Ambiente Urbanismo, foi lançado em maio de 2026 com rede elétrica 100% subterrânea, sistema de drenagem integrado e parque linear às margens do rio, atributos que, segundo estimativas do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (CRECI-SC), podem gerar valorização superior a 30% em comparação com loteamentos convencionais.
A escolha pela fiação aterrada não é apenas estética. Ricardo Laus, CEO da Novo Ambiente Urbanismo, explica que a infraestrutura posicionada no subsolo funciona como uma espécie de blindagem patrimonial: protege o empreendimento contra interrupções no fornecimento de energia causadas por eventos climáticos extremos e reduz os custos operacionais de manutenção ao longo do tempo. Em um litoral que vem registrando eventos meteorológicos cada vez mais intensos, vendavais, chuvas concentradas e marés elevadas, essa decisão de projeto deixa de ser um diferencial e passa a ser uma exigência de mercado.
O CRECI-SC reforça essa percepção ao apontar a supressão da fiação aérea como um dos principais indutores de preço no mercado imobiliário catarinense. A tendência não é isolada: cidades como Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo e Itajaí já consolidaram padrões construtivos de alto nível que incluem, entre outros atributos, a ausência de postes e cabos visíveis nas ruas, fator que contribui para a paisagem urbana limpa e para a percepção de qualidade de vida que sustenta os preços elevados nessas localidades.
Tijucas ocupa uma posição geográfica privilegiada nesse eixo. Localizada entre essas cidades de metro quadrado elevado, a cidade historicamente ficou à margem do boom imobiliário do litoral norte catarinense, mas começa a capturar o transbordamento desse mercado. Obras públicas de dragagem e construção de molhes na região entre Tijucas e Porto Belo são apontadas pelo mercado como vetores adicionais de valorização, criando uma janela de oportunidade para investidores que buscam entrar antes da consolidação dos preços.
O projeto do Rioparque vai além da fiação subterrânea. O parque linear às margens do rio foi desenhado com dupla função: proporcionar lazer e contato com a natureza para os moradores e, ao mesmo tempo, atuar como elemento de gestão hídrica, absorvendo os picos de precipitação e reduzindo o risco de alagamentos no entorno. Essa integração entre infraestrutura técnica e qualidade ambiental é característica dos chamados loteamentos de alto padrão, segmento que registra valorização anual bem acima da média nacional e supera o retorno de diversas alternativas de investimento tradicional.
A Novo Ambiente Urbanismo foi fundada por Ricardo Laus, profissional com mais de duas décadas de experiência no setor imobiliário e participação em projetos que somam mais de quatro mil lotes entre lançados e entregues. Ao lado de Jaqueline de Souza Laus, responsável pelas áreas de marketing e relações institucionais, a empresa tem como proposta desenvolver bairros planejados com foco em qualidade de vida, integração com a natureza e potencial robusto de valorização. Naturais de Tijucas, os fundadores acompanham de perto a transformação urbana da cidade e posicionam o Rioparque como referência nesse novo ciclo de desenvolvimento.
Para síndicos profissionais e administradoras que atuam na implantação de novos empreendimentos, o caso do Rioparque oferece um recorte importante sobre como as decisões de infraestrutura tomadas ainda na fase de projeto determinam o perfil do condomínio por décadas. Redes elétricas subterrâneas eliminam uma categoria inteira de chamados de manutenção, queda de galhos sobre fiações, fios rompidos por raios, interrupções após tempestades, aliviam a gestão operacional e reduzem litígios com concessionárias. São escolhas que o síndico herdará, para o bem ou para o mal, e que impactam diretamente o orçamento condominial e a satisfação dos moradores no longo prazo.
Fonte: Noticenter