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Elevador colapsa em João Pessoa e deixa três feridos.

person Gabriele Fiel
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No final da tarde de 13 de maio, um elevador desabou da terceira para o primeiro andar do condomínio Residencial Flora, localizado no bairro do Altiplano, em João Pessoa, Paraíba, deixando uma mulher adulta e duas crianças feridas. O incidente ocorreu por volta das 17h30, gerando pânico entre moradores e acionando imediatamente o Corpo de Bombeiros. As três vítimas foram encaminhadas a unidades de saúde em estado leve, com traumas diversos.

O acidente não é isolado neste empreendimento. O condomínio já enfrentava problemas conhecidos de manutenção e segurança. Em janeiro de 2025, a administração do edifício ingressou com ação judicial contra a construtora GGP, exigindo a substituição completa dos elevadores. Uma sentença favorável foi proferida em janeiro deste ano, determinando a troca integral dos equipamentos. No entanto, a construtora apresentou recurso, mantendo o caso suspenso na segunda instância da Justiça paraibana até agora.

Segundo informações colhidas com síndicos da região, falhas em elevadores são responsáveis por aproximadamente 15% dos acidentes em condomínios brasileiros. A manutenção preventiva inadequada, ausência de certificações de conformidade técnica e negligência na revisão periódica obrigatória (que ocorre a cada seis meses) são os principais culpados. No caso de João Pessoa, investigações preliminares apontam para desgaste excessivo nos cabos de aço e falha no sistema de frenagem de emergência — indicadores de que não houve manutenção rigorosa em meses.

A responsabilidade legal é tema crucial neste tipo de acidente. De acordo com a Associação Nacional dos Síndicos Profissionais, o condomínio pode ser condenado a indenizar vítimas por negligência na manutenção, bem como a construtora por defeitos de fabricação ou instalação. A jurisprudência brasileira tem sido consistente em responsabilizar tanto a construtora quanto o condomínio quando há comprovação de negligência. O síndico, especialmente, pode ser processado por má conduta administrativa se não tenha tomado medidas preventivas após evidência de problemas.

Moradores do edifício relatam que havia reclamações sobre ruídos estranhos e movimentos irregulares do elevador há semanas. Contudo, as solicitações de reparo foram adiadas durante meses. Este cenário é comum em muitos condomínios brasileiros que enfrentam dificuldades orçamentárias ou decisões procrastinadoras de assembleias. A situação ressalta urgentemente a importância de uma gestão condominial ativa, responsável e transparente na priorização de segurança.

 

Fonte: G1 - Jornal da Paraíba - Paraíba Online

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Escrito por

Gabriele Fiel

Colunista do Portal SBM.

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